
Música : Primeira Vez
Autores: Levi Lima e Rubem Tavares
“Na capa do caderno um coração flechado
Poema escrito a mão, olhos nos lábios
Recado no espelho escrito com batom
Nossa primeira vez, apaixonados
Deixa chover, deixa nublar
Tô nem ai hoje eu só quero namorar”
Boas vindas aos visitantes do meu blog. Tenho certeza que esse contato e troca de ideias com vocês vai ser muito importante para mim. Aqui vamos expressar opiniões, pensamentos, críticas e tudo que for interessante! Já que estamos falando de início ou primeira vez, resolvi contar para vocês como foi a primeira vez que eu cantei em um palco com uma banda e enfrentando o público.
Bem, eu estava meio desanimado com o fato de procurar oportunidade em alguma banda para iniciar minha carreira de cantor e nada acontecer. Para completar a grana não ajudava, faltava até para pegar o “buzú”. Sempre fui muito determinado e fazia contatos, tentava conhecer pessoas que pudessem me ajudar mas andava meio sem sorte. Tenho mania de criar metas anuais, e a meta daquele ano era ingressar em uma banda. O ano já estava no fim e nada!!!! O pior e que eu nunca tinha cantado em um palco antes e a minha timidez era muito grande. Imaginava entrar em uma banda iniciante, bem fraquinha, sem expressão, enfim, que não me desse uma grande responsabilidade, permitindo meu crescimento e aprendizado gradativo. Queria muito aquilo, mas sempre que lembrava da hora de enfrentar o público, minha barriga gelava e eu sentia calafrios.
Sonhava em subir no Trio Elétrico e sair cantando para uma multidão frenética, enlouquecida, e com muito AXÉ, AXÉ, AXÉ!!!!De repente meu telefone tocou, eu acordei do sonho e recebi o convite para fazer um teste em uma banda de FORRÓ!!!!!!!!!!!!
FORRÓ? Eu gosto de forró, mas queria cantar axé e nem sabia como cantar FORRÓ. Meu Deus, o que eu faço? E o público, como vou encarar? E a banda não era fraquinha, sem expressão e não estava começando.
Não me sentia preparado para esse teste. Perguntei para meu pai e ele concordou. Eu deveria começar com uma banda menor e essa banda já fazia muitos shows, tinha estrutura, seu próprio ônibus, iluminação e tudo isso me intimidava e me deixava bem nervoso. Melhor agradecer o convite e procurar a oportunidade certa.
Mas e a minha meta do ano? Já faltavam apenas dois dias para a virada do ano e minha meta estava indo pelo ralo junto com a minha coragem. Hum… eu tinha que enfrentar aquilo tudo e garantir minha meta. Mesmo achando que não passaria no tal teste, liguei para a produção da banda e perguntei: Qual o endereço do estúdio? Vou fazer o teste sim! E a resposta veio suave como uma lâmina de espada no meu peito: “mas o teste não vai ser no estúdio. Viajamos hoje as 23:00h e o show da virada vai ser na cidade de Poções – BA”. OOOoooooooooo!!!!!!!!!!! E agora? Era muito pior do que eu esperava. Já estava tremendo antes de viajar e sofrendo antes de tudo. Mas eu tinha uma meta e ela seria realizada mesmo que no último dia do ano. Acabei aceitando e fui fazer as malas. Nunca tinha cantado em um palco, nunca tinha cantado forró, nunca tinha viajado com uma banda e isso poderia me custar muito caro. Poderia me queimar para sempre. Resolvi encarar.
Cheguei no local marcado para a viagem e lá estavam todos esperando para conhecer o aspirante a novo cantor. Tinha que aprender as músicas na viagem e o legal é que nunca tinha ouvido antes. Os integrantes da banda me olhavam com aquela cara tipo: quem é esse mosquito?Nossa quanta pressão.
Mas segui viagem e quando chegamos na cidade era contagem regressiva para a minha humilhação. Tinha certeza que ia errar tudo, desafinar, cair, enfim tudo de errado poderia acontecer. O nervosismo era muito grande e eu queria parar o relógio. Passei a tarde e o início da noite me tremendo. O coração tentava sair pela boca e eu o engolia de volta. Até que chegou a hora!!!!! ( Nossa, só de lembrar aqui escrevendo já estou nervoso) hehehehehehe.
Reveillon, todos muito animados, esperando um grande show e eu tremendo, com medo de pagar um tremendo mico (sacaram o trocadilho? Tremendo mico, tremendo de medo kkk), mas vamos lá.
Chegou a hora e eu tive uma crise de pânico no camarim. A galera da banda me deu muita força. Na hora de começar o show, me empurraram no palco com tanta força que eu quase cai no chão.heheheheheheheheheh. Quando eu fui entrando, todo encolhido, o público começou a gritar com o início do show e eu fui começando a me surpreender. Aí comecei a cantar e a galera foi comigo, umas meninas na frente do palco me mandando beijo, música e arte tomaram conta de mim e fui começando a gostar de tudo aquilo. Que delícia!!!! Muito boa essa interação entre o artista e o povo.Fui me empolgando, fiz minha apresentação dentro das minhas possibilidades e acabei o show com uma banda para cantar, e viciado nessa energia que o palco tem.
Hoje me sinto como na sala da minha casa quando estou cantando para qualquer número de pessoas e principalmente muito feliz por saber que superei meus medos e cumpri minha meta do ano no último dia dos 365 que ralei e rodei procurando uma oportunidade.
Fica aqui meu recado: nunca desistam no meio do caminho e sempre acreditem em si mesmos. Quem faz o futuro somos nós e algo que pareça difícil ou impossível pode ser na verdade uma grande chance de crescimento.
Fiquem com Deus e até o próximo post.
Levi Lima